Arquivo da categoria 'poesia'
não sei se repararammas depois da chuvaque cai e caiuas cores parecem ter regressadoe a sua intensidadee tão grande que me faz perguntar:- onde estavam todas elas?
Somos seres secretos dentro de nós, da nossa essência conhecemos o nosso corpo e a nossa ideia de nós, fora isso tudo é um ponto de interrogação que secretamente vai evoluindo para a adoração do transcendente.
Existimos na nossa ideia. A ideia dos outros sobre nós é um reflexo da sua compreensão sobre a nossa existência. [...]
apenas no futuro do actual presente
podemos compreender o passado
no presente imediato
somos seres limitados
no nossa ideia e somos
apenas seguidores de
ideias concebidas por
outros seres que apenas
diferem entre si nas
oportunidades
somos uma produção social
somos máquinas
gosto do estar com os amigos e gosto deles, gosto do céu azul e do sul em tempo de Verão
eras tu e o teu piano
a tua guerra e a guerra dos outros
a tua vida e a morte dos outros
a tua sobrevivência e a obrigação dos outros
a tua dor e o rigojizo dos outros
tu e os outros
não há mais nada a fazer
tudo parece já estar escrito
nada mais há a explorar
contudo e do nada
surge a grandeza de uma pequena ideia
e ela vinga e floresce
cresce e ganha corpo
alimentasse então,
e torna-se independente
e já não é mais nossa
pertence aos outros
e se eles gostam…
apenas uma leve linha
me separa do lado negro
do lado do absurdo
do lado da inexistência de sentido
da ruptura
do fracasso
da loucura
da total insensibilidade
apenas uma linha
me segura à aparente
à aparente
à aparente
à aparente normalidade
no presente momento escapa-me o meu respirar
ele transborda sem consentimento
e invade o mundo, inerte
é mais pesado que o meu ser
representa mais de mim que eu dele
porquê?
momento
Entre o Sono e o Sonho
Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e [...]
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