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corto depressa sem precisão.

escuto os olhos que não me querem ver

e neles há névoas entrelançadas,

paisagens perdidas, sonhos inexistentes pela sua incapacidade de serem sonhos.

e rostos imperfeitos perfeitos na sua assimetria.

imagino sem querer, por lapso.

 

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se eu percebesse alguma coisa de música e soubesse tocar, a minha banda soaria a qualquer coisa parecida a estes “Caspian”.

a intensidade que conseguem imprimir na música que fazem, mesmo não sendo completamente inovadores visto que seguem uma linha de experimentalismo e progressismo electrónico, é tão forte que chega a custar não continuar a ouvir em modo repeat.

a tentação é de os colar aos “sigur rós” ou “mogwai”, mas apesar das semelhanças conseguem imprimir uma identidade própria até porque estão muito distantes das paisagens islandesas ou das terras da escócia.

é muito fácil fechar os olhos e entrar num estado de hipnose pois este, “Waking Season”, é absolutamente fantástico.

 

+ caspian

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e por aí adiante nas estatísticas.

e será que é para continuar?

a verdade é que são muitas as vezes que questiono se isto faz algum sentido, mas apenas pelo exercício de reavivar a minha memória, faz.

nem sei se isto é lido, mas o que é certo é que continua meio-vivo. meio-vivo, porque a frequência caiu drasticamente nestes últimos dois anos, fruto de um superior interesse existencial.

diasdeblog vai manter-se assim no activo, mas não sei se por mais 10 anos.

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wim mertens tem uma grande capacidade de composição e é quase prática comum editar anualmente um álbum. o ano passado não terminou sem que essa tradição continuasse a dar os seus frutos e resultou neste “A Strarry Wisdon”. não sendo totalmente diferente dos anteriores baseia-se apenas no instrumental não integrando nenhum momento vocal, como sucedia em alguns dos seus trabalhos, temos pois um momento clássico contemporâneo muito intenso. quase que se compreende uma história na viagem que nos apresenta sem nunca esquecer um lado quase que experimental.

sei que não é daqueles que com alguma facilidade e por causa das modas entram nas listas dos melhores álbuns mas certamente é sempre um compositor que revela uma qualidade que se deve acompanhar e reconhecer.

+ Win Mertens

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não sei o título “montanha mágica” está directamente associado ao livro de  Thomas Mann, até porque ainda não li a obra, mas certamente que estaremos a falar de dois excelentes “compositores” e mais uma vez “rodrigo leão, prova isso neste belíssimo álbum.

consigo com estas músicas ter uma visão cinematográfica e coreografada de cenas imaginadas tão forte que quase fico convencido que seriam todas concretizáveis.

é por isso que tudo é tão grandioso, mesmo nos pormenores das composições.

espero que a inspiração não falte, espero que possa continuar a trazer para a música todo esse sentimento genuíno, essa superação do belo.

+ rodrigo leão

 

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e na noite calada eis que surgem sons que a transformam em algo imensamente belo. sons que aludem a um passado longínquo, a uma presença medieval, a um período que renasce numa sonoridade que abraça todo o mundo, a vozes que compreendem um sofrimento e uma esperança.

passaram pela casa da música em outubro e os bilhetes esgotaram com uma rapidez que revela a legião de fãs que, naturalmente, semearam em portugal. considerando o nosso lado sombrio, o fado e o lamento, nunca será complicado gostar do estilo de música que, criativamente, produzem e que os projectam para um reconhecimento mundial.

+ dead can dance

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a verdade é que fui atraído pelo nome da banda. gosto de comboios, gosto de andar de comboio, pois é um meio de transporte cómodo e permite fazer uma série de  coisas que noutros é realmente mais complicado.

aqui falei no ambiente que se vive nos comboios, onde os rostos vazios reflectem corpos cheios de segredos. por isso são também palco de muitas histórias, completamente, desconhecidas, mas que podem marcar os seus actores.

aqui, posso apenas imaginar que os elementos deste grupo inglês podem gostar , também eles, de comboios e daí terem encontrado este nome:  “i like trains”.

e passando para o conteúdo a verdade é que também aqui encontro matéria para gostar do que ouvi. não é algo que possa considerar inovador, mas é refrescante, não pela leveza da música, mas sim pela forma que a mensagem é exposta.

tem um lado negro que aprecio, tonalidades fortes, um timbre trágico e ritmado que faz lembrar o passar de um comboio no carril que tudo arrasa.

+ i like trains

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este é um daqueles filmes que não nos deixa ficar indiferentes. a trama é o reflexo de uma sociedade que vende e compra o futuro das pessoas, sendo a sua representação reduzida a números que correm, a cores, no monitor de um computador.

agarrados a estas ilusões estão homens e mulheres que ganham dinheiro, com um tal volume, que se lançam em estilos de vida que pouco conseguem ter.

depois, com o passar do tempo, e como jogo que é, o risco surge e com ele as escolhas que ditam a perda ou o ganho de verdadeiras fortunas.

os efeitos colaterais são incontornáveis, mas como as pessoas não têm rosto, nem vida, nem sonhos, nem dificuldades, e são apenas ideias que surgem como que sombras , tudo é relativizado.

hoje o futuro dita estas regras, mas o mundo é suficientemente elástico para se adaptar e criar novas oportunidades num amanhã projectado em falsas esperanças.

“margin call” ou “o dia antes do fim”,  é isto tudo e muito mais. é tudo o que não cabe na nossa compreensão, porque se move em mundos que desconhecemos e nos querem ocultar.

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gosto de filmes baseados em factos verídicos.dá uma dimensão mais humana à história, transforma-a em qualquer coisa mais próxima da compreensão e da aceitação. dá a conhecer homens ou mulheres que pela sua acção “mudaram” o mundo.
este “argo” tem isso mesmo.
pelo risco, pela determinação em vencer regras estabelecidas conseguem-se grandes feitos, mas se alguma coisa falhar pode dar-se a tragédia e o objectivo é apurar responsabilidade e punir.

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há histórias que nos parecem, num primeiro momento, impossíveis de serem reais, mas na verdade elas existem e os seus protagonistas são pessoas comuns que fazem, para elas, coisas comuns. esta é talvez a essência de se tornarem tão especiais.
“Conviction” retrata a história de uma luta titânica que uma irmã empreende para fazer valer a sua convicção, que o seu irmão diz a verdade.

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